“Velhas Sortidas” é a consolidação de um trabalho que não parou

“Velhas Sortidas” é a consolidação de um trabalho que não parou

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quinta-feira, 06 fevereiro 2020
Resenha

Se existe uma banda que se reinventa, essa é a Calibrados. O novo álbum, “Velhas Sortidas” traz tudo o que eles mesmos mostram no palco – e fora dele.

Por Bira de Bauru

O segundo trabalho solo dos Calibrados está nas plataformas e na programação da Rock Bauru. Mas esse disco exige/merece uma análise (apesar de ninguém ler resenhas).

Mais uma vez o bom humor dos Quatro Rapazes da Springfield Brasileira está presente; eles não sabem fazer de outro jeito.
Mas é impossível não notar o amadurecimento da Banda nas letras e nos arranjos.

A capa faz referência aos Anos 80 com a embalagem plástica dos “Mini Chicletes”. E de fato, o conteúdo poderia ser lançado em 85, que não faria a menor diferença. Estaria atual. Great Scott!

A presença clara das influências – Raimundos, Ultraje a Rigor, Raul Seixas, entre elementos country – não tira, de modo algum, a personalidade “Calibrada”.
Não da pra ouvir alguma das faixas do disco – ou mesmo qualquer show deles – e ter dúvida sobre quem está tocando.

“Onomato” é um exemplo: é a faixa que mais “foge” do padrão deles, mas a crítica dos Calibrados ao ‘culto ao lixo’ é precisa! A letra deveria estar escrita em postes pelo país. Pena que os “alvos” não entenderiam.

Só pra citar mais uma faixa, que dizer sobre “O Presente”? Este que vos escreve vestiu a carapuça, mas a letra é pra todos que de alguma forma, encontram obstáculos na ansiedade. E o peso do som não ofusca a mensagem. Vale a pena repetir como mantra!

Baladinhas, misturas Calibradas, hardcore, rockão. Tem de tudo no “Velhas Sortidas”.
Mas tem muito mais a assinatura de Euler, Marcião, Rica e Xavier, do que qualquer nomenclatura que se dê a esse disco dos Calibrados.

“Ô iludido, pra longe de mim!”

 

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